A TAC é um exame indolor e não invasivo, que permite avaliar as diferentes estruturas do corpo humano a partir da criação de imagens axiais que podem ser reconstruídas em múltiplos ângulos, permitindo a sua avaliação através de diferentes pontos de vista e contribuindo assim para melhorar a sua avaliação. É, portanto, um dos exames de diagnóstico que atualmente permite uma avaliação mais abrangente, rápida e detalhada de múltiplos órgãos. Descubra como é realizada e em que casos é recomendada.
O que é a Tomografia Computorizada?
A TAC é um exame de imagem que utiliza raios X para visualizar e avaliar os órgãos de uma região do corpo em estudo. As imagens são obtidas a partir de vários ângulos e planos diferentes, em múltiplos “cortes” muito finos e geralmente inferiores a 1 mm, que são posteriormente processados por computador, reconstruindo imagens que permitem visualizar e avaliar as diferentes estruturas do corpo, como ossos, órgãos parenquimatosos e vasos sanguíneos, de modo muito superior à radiografia convencional.
Por este motivo, a tomografia computorizada fornece imagens muito mais detalhadas do que a radiografia convencional, cuja acuidade é limitada porque as várias estruturas de determinada região ficam sobrepostas numa mesma imagem.
Em muitos outros casos, fornece informação suficiente para orientar o diagnóstico e a decisão clínica, ao permitir caracterizar as alterações, reduzir as hipóteses diagnósticas e orientar de forma mais adequada os exames complementares que possam ser necessários posteriormente. Em alguns casos particulares, a TC é mesmo o exame suficiente para obter um diagnóstico definitivo, permitindo dispensar outros métodos diagnósticos mais invasivos.
Como é realizada a Tomografia Computorizada?
A realização de uma TAC segue, de forma geral, os seguintes passos:
1. O paciente deve vestir uma bata e remover todos os objetos metálicos.
2. De seguida, deita-se numa mesa que se desloca para o interior de um equipamento em forma de anel.
3. O aparelho roda em torno do corpo enquanto emite raios X, obtendo imagens detalhadas da área em estudo. É fundamental que o paciente permaneça imóvel para garantir a qualidade das imagens.
4. A equipa técnica acompanha continuamente o paciente, mantendo contacto permanente e fornecendo instruções sempre que necessário. O exame é rápido, com uma duração média de cerca de 10 minutos (variável consoante o estudo).
5. A TAC pode ser realizada com ou sem contraste, por via oral e/ou endovenosa (geralmente à base de iodo). O contraste permite uma visualização mais detalhada dos órgãos e melhor caracterização de lesões.
6. Após o exame, as imagens são analisadas por um médico, que elabora um relatório com a interpretação dos resultados.
Embora geralmente seguros, os produtos de contraste podem causar efeitos secundários, na maioria dos casos ligeiros e autolimitados. Em situações específicas, pode ser necessária medicação preventiva. A utilização de contraste deve ser sempre avaliada pelo médico, podendo não ser recomendada em doentes com insuficiência renal grave, grávidas ou com antecedentes de reações alérgicas moderadas a graves.






