Aceitar!

Este website utiliza cookies para assegurar uma melhor experiência no nosso website. Saber Mais

pt
en

informações

214 124 300

Temas de Saúde

Esquizofrenia resistente: o que é, sintomas e tratamento

Joaquim Chaves Saúde . 18/10/2023

Sabia que a esquizofrenia é uma doença psiquiátrica? Descubra o que é a psicose resistente ou esquizofrenia resistente.

O que é a Esquizofrenia?

A esquizofrenia é uma doença mental crónica e grave, que afeta o pensamento, as emoções e o comportamento das pessoas.

É uma doença que afeta cerca de 24 milhões de pessoas, em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que atinja 48 mil indivíduos. É uma doença psiquiátrica crónica e grave, que pode afetar pessoas de todas as idades e géneros, culturas e classes sociais, sendo que tende a surgir no final da adolescência e início da idade adulta. Esta é uma doença que tem também um impacto negativo importante nas pessoas próximas do doente e em toda a sociedade, com elevados custos, diretos e indiretos. Descubra o que é a esquizofrenia, como é tratada e como os familiares e amigos podem ajudar.



Quais são as principais causas de Esquizofrenia ?

A esquizofrenia é uma doença complexa, e as causas ainda não são completamente compreendidas. Não se sabe ao certo porque é que algumas pessoas desenvolvem a doença e outras não. No entanto, a investigação sugere que esta doença possa ser causada por uma combinação de vários fatores genéticos, biológicos e ambientais.



1. Fatores genéticos e biológicos

Apesar de ainda não se terem identificado marcadores genéticos específicos para esta doença, sabe-se que familiares em primeiro grau de um doente com esquizofrenia têm maior probabilidade de desenvolver a doença. Além disso, alterações na estrutura cerebral, desequilíbrios químicos no cérebro (especialmente relacionados com neurotransmissores, como a dopamina, entre outros), e perturbações no sistema imunitário estão em investigação como possíveis causas da esquizofrenia.

2. Fatores Ambientais

Exposição a fatores ambientais negativos, como infeções e malnutrição da mãe durante o desenvolvimento fetal, complicações obstétricas e perinatais, urbanidade, migração e determinados acontecimentos traumáticos, podem influenciar o risco de desenvolver esquizofrenia, especialmente em indivíduos geneticamente suscetíveis.

3. Uso de substâncias psicoativas

O uso precoce, frequente e prolongado de drogas, nomeadamente o de canabinoides, pode aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia, sobretudo quando já existe uma vulnerabilidade genética. É, algumas vezes, o fator precipitante do primeiro episódio da doença e confere um pior prognóstico.



Quais são os sintomas de Esquizofrenia?

Os sintomas desta doença são muito diversos e complexos e, de um modo geral, traduzem uma perda de contacto com a realidade. Existem dois grandes grupos de sintomas: positivos e negativos.

Os sintomas positivos são alucinações, delírios e desorganização do pensamento e do comportamento, presentes de uma forma mais visível em situação de descompensação aguda da doença:


1. Delírios

Os delírios são falsas crenças, isto é, “ideias fora da realidade”, nas quais o doente acredita convictamente. Por exemplo, a pessoa pode acreditar que está a ser perseguida, vigiada, filmada, que conspiram contra si, que a querem envenenar ou prejudicar de alguma forma. Podem, ainda, estar convencidas de que as pessoas nos meios de comunicação social estão a comunicar diretamente consigo.

Pela sua natureza, os delírios são resistentes ao teste da realidade e da lógica, ou seja, persistem mesmo quando não há evidências ou provas que os apoiem. Por isso, a conversação, argumentação e refutação são infrutíferas. Estas ideias invadem e dominam o pensamento das pessoas com esquizofrenia, causando sofrimento, medo, angústia e tensão.

2. Alucinações

As alucinações são definidas como perceções sem objeto (experiência pelos sentidos de algo que não existe no mundo exterior). Podem ocorrer nas várias modalidades sensoriais, como alucinações auditivas, visuais, olfativas ou outras. Os pacientes podem ver, ouvir ou sentir coisas que não estão presentes, como vozes que conversam entre si, que insultam ou dão ordens. Podem ainda ver pessoas com as quais tentam conversar e interagir, ou sentir bichos a moverem-se na pele.

Tal como acontece com as ideias delirantes, também as alucinações são invasivas e dominam o quotidiano das pessoas com Esquizofrenia. O doente está plenamente convencido de que os outros querem controlá-lo ou fazer-lhe mal e podem ser aterrorizantes. Por isso, a pessoa tende a afastar-se ou a ficar agitada. Em alguns casos, pode tornar-se agressiva, mas como defesa contra o mal de que acredita que lhe estão a fazer e não por característica de personalidade.

3. Desorganização do pensamento, discurso e comportamento

Os pacientes com esquizofrenia podem apresentar desorganização do pensamento, que se reflete no discurso e no comportamento. Podem apresentar um discurso incoerente, pouco lógico e inadequado, ou até mesmo usar palavras inventadas por si. Ao nível do comportamento, esta doença interfere no funcionamento global da pessoa, afetando a capacidade de se auto cuidar, trabalhar e interagir. Os comportamentos podem parecer bizarros e sem propósito, e os impulsos podem estar descontrolados ou desinibidos.


Os sintomas negativos (alterações ao nível da motivação, das emoções, do discurso e das relações sociais - são sintomas que representam a diminuição ou perda de determinadas funções normais e que permanecem ao longo do curso da doença, para além dos episódios de descompensação aguda). Por exemplo, o doente pode apresentar uma face pouco expressiva, tom de voz monocórdico, ausência ou dificuldade no contacto visual. Pode, também, não sentir motivação ou entusiasmo na realização de atividades diárias e isolar-se dos amigos e familiares.


Para além dos sintomas anteriores, existem em maior ou menor grau, sintomas cognitivos, isto é, alterações ao nível de determinadas funções cognitivas, como a atenção e concentração, memória de trabalho, funções executivas, entre outras. Por fim, pode ainda ocorrer sintomas ao nível do humor, como por exemplo, sintomatologia depressiva.



Como é feito o diagnóstico de Esquizofrenia?

Não existem testes específicos que permitam diagnosticar a esquizofrenia. Além disso, o diagnóstico é dificultado pelo facto de que muitos dos sintomas correspondem a alterações de comportamento que por vezes são típicas dos jovens. O diagnóstico passa por uma avaliação complexa de sintomas e sinais da doença e pela sua evolução ao longo do tempo. Requer a participação de profissionais de saúde mental experientes, nas especialidades de Psiquiatria e Psicologia.

1. Avaliação Clínica

O primeiro passo é uma avaliação clínica completa, que inclui uma entrevista detalhada com o paciente e, quando possível, com familiares ou cuidadores. Os profissionais de saúde mental recolhem os sintomas, historial médico com os antecedentes psiquiátricos, história familiar, personalidade e funcionamento global do doente.

2. Exclusão de outras condições médicas ou psiquiátricas

É necessário excluir a possibilidade de outras doenças estarem a originar os sintomas psicóticos. Por isso, os médicos poderão solicitar exames físicos e testes complementares de diagnóstico para excluir outras doenças médicas, neurológicas ou sintomas secundários a substâncias psicotrópicas, cujos sintomas podem ser semelhantes aos da psicose/esquizofrenia.

3. Acompanhamento contínuo

O diagnóstico de esquizofrenia requer um acompanhamento e observação contínuos do paciente, ao longo do tempo. Os médicos podem ajustar o tratamento, prescrever diferentes medicamentos ou combinações de medicamentos e avaliar a resposta do paciente a estas intervenções.



Como é o curso/evolução da Esquizofrenia?

O primeiro episódio psicótico (PEP) é um primeiro episódio de uma doença psicótica, que poderá corresponder a várias doenças (esquizofrenia, perturbações do humor ou perturbação psicótica breve e transitória), no qual, os sintomas preenchem os critérios de psicose, mas, muitas vezes, ainda não é possível estabelecer com certeza o diagnóstico de esquizofrenia. O PEP, no seu início, pode apresentar sintomas variados e transitórios, os quais se vão tornando mais claros, típicos e estáveis à medida que a doença vai avançando no tempo ou quando surge um novo episódio.

Têm sido estudados muito fatores que parecem afetar o curso, prognóstico e resposta ao tratamento, nomeadamente fatores demográficos, biológicos, psicológicos e culturais. Um dos fatores que mais tem sido estudado e que tem mostrado ter uma relação clara com a resposta ao tratamento e com o prognóstico da doença, é a DUP (Duration of untreated psychosis), isto é, o período de tempo desde o início dos sintomas de psicose até à introdução da terapêutica.

Tal como acontece com outras doenças, tem-se conceptualizado a evolução destas doenças psicóticas, num modelo de estadiamento, em que nas fases iniciais, pré-psicóticas ou pródromos, existem já alterações neurocognitivas, declínio funcional e sintomas psicóticos atenuados, breves e transitórios. Este modelo permite adequar o melhor tratamento a cada uma das fases: nas primeiras fases, introduzir tratamentos mais inócuos e poderá permitir, se se conseguir uma deteção precoce (isto é, apanhar os indivíduos em fases pré-psicóticas), evitar, atrasar ou iniciar o tratamento mais atempado do PEP. As pessoas que apresentam sintomas e que se podem enquadrar nestes casos, poderão nunca a vir a ter esquizofrenia. No entanto, o acompanhamento e gestão desses sintomas poderá, de facto, atrasar ou evitar o início da doença ou detetar de forma mais precoce o seu primeiro episódio.

Há pessoas que têm apenas um episódio agudo da doença, retomam as suas atividades e permanecem com sintomas que têm pouco impacto no seu quotidiano. Outras pessoas podem ter um curso da doença mais grave, com maior dificuldade para retomar as atividades de vida diária, requerendo uma supervisão mais apertada e mais apoio.

Quanto maior o número de episódios agudos da doença, maior a resistência aos tratamentos e mais comprometida será a recuperação a longo prazo. As recaídas poderão ocorrer essencialmente por falta de adesão ao tratamento, mas há outros fatores que as poderão desencadear: situações de maior stress, como mudanças importantes no quotidiano da pessoa, afastamento ou falecimento de pessoas significativas, entre outras.


Em que consiste o tratamento de Esquizofrenia?

A esquizofrenia é uma doença crónica, para a qual existe tratamento eficaz e tem como objetivos: eliminar ou atenuar os sintomas, reduzindo o seu impacto negativo na vida da pessoa e permitindo uma melhoria na sua funcionalidade social e ocupacional, prevenir recaídas e prevenir ou reduzir o número de hospitalizações. No entanto, ainda não há uma cura para a doença. O tratamento é mais eficaz se iniciado precocemente e a sua manutenção determina um melhor prognóstico da doença.

O tratamento é um desafio complexo e requer sempre uma abordagem individualizada. Os principais elementos do tratamento incluem:

1. Medicação

Os medicamentos utilizados no tratamento da esquizofrenia são os antipsicóticos, também conhecidos como neurolépticos. Funcionam atuando em vários neurotransmissores, nomeadamente a dopamina, cujo desequilíbrio explica alguns dos sintomas da doença.

Existem dois grandes grupos de antipsicóticos: os de 1ª geração e os de 2ª geração ou atípicos. Atualmente, são utilizados essencialmente os antipsicóticos atípicos, dado apresentarem menos efeitos adversos e serem menos incapacitantes. A medicação antipsicótica existe em formulação oral, isto é, em comprimidos de toma diária, ou de formulação injetável de longa duração, que pode ser tomada quinzenal, mensal ou trimestralmente.

Quando o tratamento é iniciado, o seu efeito terapêutico pode demorar entre 4 a 8 semanas. No entanto, alguns sintomas como a inquietação, ansiedade e insónia poderão melhorar nos primeiros dias. Após o PEP, a medicação deverá ser mantida pelo menos durante 3 anos, para evitar recaídas, resistência ao tratamento e agravamento do prognóstico.

Cada doente responde de modo diferente ao tratamento e, com frequência, é necessário testar diversos medicamentos e doses. Em muitos casos, o psiquiatra pode optar por combinar diferentes medicamentos antipsicóticos, para aumentar a eficácia do tratamento, ou fármacos de outras classes, que não foram tomados anteriormente.

Cabe ao médico selecionar a combinação mais apropriada para cada caso. Alguns medicamentos apresentam efeitos adversos, que devem ser cuidadosamente vigiados, apesar de as últimas gerações de antipsicóticos apresentarem grandes melhorias a este nível. É muito importante nunca interromper ou parar a terapêutica sem indicação médica, pelo que deverá sempre contactar o seu médico no caso de surgirem efeitos adversos incapacitantes.

2. Psicoterapia

A psicoterapia é especialmente útil nos doentes já estabilizados, ajudando-os a aprender a lidar com os sintomas, melhorar a funcionalidade e fortalecer as competências sociais e de comunicação. Trabalhar a aceitação da doença e a necessidade de cumprir o tratamento são também aspetos importantes abordar na psicoterapia. Além disso, o envolvimento da família é crucial no tratamento. Nenhuma medicação será 100% eficaz se não forem melhorados o ambiente e a qualidade das relações dos pacientes. Por isso, a terapia familiar, com enfoque na psicoeducação, pode ajudar a melhorar a compreensão da família sobre a doença, reduzir o estigma e fornecer o apoio emocional mais adequado.

Sabe-se que a psicoterapia cognitivo-comportamental é também eficaz em casos de resistência ao tratamento, nomeadamente em situações em que persistem sintomas positivos, que têm algum impacto na vida do doente.

3. Reabilitação psicossocial e cognitiva

A reabilitação psicossocial integra diversas modalidades terapêuticas como atividades sócio-ocupacionais, exercício físico e arte. Procura promover a autonomia na gestão do tratamento, auto-cuidados, atividades de vida diária, a reintegração profissional ou escolar, melhorar as relações sociais e o seu funcionamento global.

Os programas de reabilitação são individualizados para cada doente e têm particular benefício nos sintomas cognitivos e negativos.

A remediação cognitiva poderá, também, ajudar a melhorar as alterações cognitivas.

4. Acompanhamento regular

Os pacientes com esquizofrenia requerem acompanhamento psiquiátrico e psicológico prolongado, quer para ajustar a terapêutica de acordo com a resposta individual, quer para fornecer apoio contínuo aos desafios diários associados à doença.



Como ajudar um familiar ou amigo com Esquizofrenia?

Os familiares e amigos desempenham um papel vital no apoio à recuperação na esquizofrenia. Esta doença requer especial atenção, compreensão, empatia e paciência.

1. Mantenha-se informado sobre a doença

Aprenda o máximo possível sobre os sintomas, tratamentos e desafios associados a esta doença. Desta forma, poderá compreender melhor a condição do seu ente querido e como o pode apoiar de maneira adequada.

2. Comunique abertamente

Mantenha as linhas de comunicação abertas com o seu familiar ou amigo. Incentive-o a falar sobre os seus sentimentos, medos e preocupações. Ouça com empatia e evite julgamentos.

3. Apoie o tratamento médico

Os pacientes com esquizofrenia abandonam frequentemente a terapêutica, o que leva ao reaparecimento dos sintomas. Por isso, encoraje a adesão ao tratamento médico prescrito. Por exemplo, recorde a toma dos medicamentos, de forma afetiva. Além disso, acompanhe as visitas a consultas médicas e esteja ao seu lado durante o tratamento.

4. Ofereça apoio prático

Ajude em tarefas diárias, como preparar refeições, cuidar da higiene pessoal ou realizar tarefas domésticas. Isto pode aliviar parte do stress e da carga emocional que os pacientes enfrentam diariamente.

5. Promova a independência

Encoraje a participação em atividades que promovam a independência e a autoestima, como passatempos, exercícios ou outras atividades que possam trazer prazer e sensação de realização.

6. Seja compreensivo

A esquizofrenia é uma doença desafiante. Seja paciente e compreensivo, e lembre-se que o comportamento do paciente não é uma escolha. Para quem sofre com esta doença, os delírios ou alucinações são reais. Mantenha uma postura apoiante e calma, não culpabilizante, e desincentivando comportamentos inadequados ou perigosos.

7. Faça terapia

Cuidar de um familiar ou amigo com esquizofrenia pode ser emocionalmente exigente. A psicoterapia pessoal é fundamental para cuidar da sua própria saúde mental e, assim, manter-se capaz de ajudar nos cuidados ao doente.

8. Prepare-se para emergências

Familiarize-se com os planos de emergência, números de contacto de profissionais de saúde e procedimentos em caso de crise ou situação de risco.


Esquizofrenia resistente: o que é e como tratar?

Cerca de 1/4 das pessoas que apresentam um PEP irão desenvolver esquizofrenia resistente ao tratamento. No entanto, atualmente, não existem métodos clínicos que possam detetar essa resistência ao tratamento, desde o início da doença.

Quando um paciente é diagnosticado com esquizofrenia resistente, isso significa que os sintomas não melhoram significativamente mesmo depois do tratamento adequado de primeira linha. Ou seja, que não respondem ao tratamento com dois medicamentos antipsicóticos típicos ou atípicos, em dose eficaz e tomados durante o tempo necessário para observar uma resposta clínica. Dito doutro modo, não obtêm um alívio significativo dos sintomas, como alucinações e delírios, mesmo após os tratamentos. Pode ainda acontecer que os efeitos secundários se tornem intoleráveis, impossibilitando a continuação do tratamento.

A sensação relatada pelos familiares é que o tratamento não está a resultar ou que até está a prejudicar, devido aos efeitos adversos. Nestes casos, o desânimo pode aumentar, pois a família começa a perder a esperança. Contudo, existem alternativas terapêuticas que ajudam a controlar os sintomas, como a introdução de um medicamento antipsicótico de 2ª linha, que determina a monitorização laboratorial frequente, especialmente no início do tratamento, a associação de outras classes de psicofármacos, a psicoterapia cognitivo-comportamental e a electroconvulsivoterapia (ECT).



Joaquim Chaves Saúde e o tratamento da Esquizofrenia

Embora não exista ainda cura, o prognóstico da esquizofrenia tem vindo a melhorar. As novas terapêuticas medicamentosas, a par de uma intervenção psicossocial abrangente, permitem uma vida com mais qualidade e autonomia.

Na Joaquim Chaves Saúde, vai encontrar uma equipa médica multidisciplinar e experiente, pronta para o apoiar ao longo de todo o seu processo, com a existência de uma consulta especializada nas fases iniciais da doença e nos casos de resistência ao tratamento. A ajuda especializada e a adesão ao tratamento permitem a remissão e controlo dos sintomas na grande maioria dos pacientes, com recuperação significativa do bem-estar e da qualidade de vida. Marque já a sua consulta, através da área pessoal do site ou da nossa app.

Partilhar este artigo