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Temas de Saúde

Depressão resistente: o que é, causas, sintomas e como tratar

Joaquim Chaves Saúde . 29/09/2023

Nem sempre o tratamento para a depressão funciona. Descubra o que é a depressão resistente, sintomas e como tratar.

Por vezes, o tratamento para a depressão não funciona. E chega a altura de considerar outras opções. Descubra o que é a depressão resistente e como tratar.

A depressão resistente é mais comum do que se possa pensar. Os dados indicam que cerca de 15% das pessoas têm depressão, em algum momento das suas vidas. Destes doentes, 20% não responde bem ao tratamento, mas isso não significa que não há nada a fazer. Descubra o que é a depressão resistente e quais os tratamentos inovadores que já estão disponíveis.


O que é a depressão resistente?
A depressão resistente refere-se a um tipo de depressão que não responde adequadamente aos tratamentos convencionais. Trata-se de um quadro que envolve os sintomas normalmente associados a uma perturbação depressiva, como sentimentos persistentes de tristeza, falta de interesse em atividades anteriormente prazerosas, fadiga, dificuldade de concentração, alterações no sono e no apetite, entre outros.

Geralmente, a depressão é tratada com sucesso, através de uma combinação de psicoterapia, medicamentos antidepressivos e mudanças no estilo de vida. Contudo, quando o paciente não melhora mesmo depois de tentar, pelo menos, dois tratamentos diferentes, por um período adequado e com adesão por parte do doente, estamos perante uma depressão resistente.

Em alguns casos, a depressão resistente pode matar. A pessoa que está profundamente deprimida pode sentir-se desesperada, ao ponto de considerar, ou até mesmo tentar, o suicídio, como uma forma de alívio da dor emocional. Por isso, a depressão não deve ser subestimada, e é fundamental procurar ajuda médica e psicológica, assim que os sintomas depressivos sejam identificados.


Quais as principais causas da depressão resistente?
Estas são algumas das principais razões pelas quais a depressão se torna resistente ao tratamento.

Fatores biológicos
Alguns pacientes podem ter uma predisposição genética para a depressão, o que significa que as características genéticas tornam o tratamento mais difícil.

Alterações cerebrais
A depressão está frequentemente associada a desequilíbrios químicos cerebrais, como baixos níveis de serotonina, noradrenalina e dopamina. Nos casos de depressão resistente, estas alterações podem ser ainda mais expressivas ou menos responsivas aos medicamentos.

Comorbidades
A presença de outras doenças físicas ou mentais, como perturbação bipolar, perturbação da ansiedade, abuso de substâncias ou doenças crónicas, podem dificultar o tratamento da depressão.

Histórico de tratamento inadequado
O tratamento inicial inadequado da depressão, incluindo o uso incorreto de medicamentos ou a falta de acompanhamento terapêutico, pode levar a uma resposta inadequada ao tratamento e, em consequência, ao desenvolvimento de uma depressão resistente.

Stress crónico
Pessoas expostas a altos níveis de stress permanente, como problemas financeiros, conflitos familiares ou traumas, podem ter uma maior probabilidade de desenvolver depressão resistente.

Não adesão ao tratamento
Não seguir as orientações médicas ou interromper prematuramente a toma de medicamentos antidepressivos ou a terapia pode contribuir para a resistência ao tratamento.

Fatores psicossociais
Problemas sociais, como isolamento, falta de apoio ou dificuldades no trabalho e nas relações podem, também, comprometer a resposta ao tratamento.


Quais os sintomas de depressão resistente?
Os sintomas da depressão resistente são semelhantes aos da depressão comum, distinguindo-se apenas no facto de persistirem ou não responderem adequadamente aos tratamentos convencionais. Os sintomas típicos da depressão resistente podem incluir:

- Sentimento constante de tristeza, desespero ou vazio.
- Sensação permanente de cansaço extremo e falta de energia.
- Autocrítica excessiva e sentimentos de inutilidade.
- Dificuldade de concentração e de tomada de decisões.
- Incapacidade de sentir interesse ou prazer em atividades que antes eram apreciadas.
- Dificuldade em dormir ou sonolência excessiva
- Perda significativa ou ganho de peso, sem relação com uma dieta alimentar ou exercício físico.
- Pensamentos recorrentes sobre a morte, suicídio ou desejo de não existir.
- Sintomas físicos sem uma clara origem médica, como dores crónicas, problemas gastrointestinais, entre outros.


Como é feito o diagnóstico da depressão resistente?
O diagnóstico da depressão resistente deve ser feito pelo médico psiquiatra e começa por uma entrevista profunda e detalhada para conhecer os sintomas, historial médico e eventuais fatores de risco ou comorbidades.

O profissional poderá recorrer a alguns exames para excluir outras doenças que possam estar a provocar os sintomas, como hipotireoidismo ou perturbação bipolar. Também será necessário avaliar o histórico de tratamento do doente, incluindo os tipos de medicamentos antidepressivos e terapias anteriormente tentados, bem como a duração e a adesão aos tratamentos.

De seguida, o psiquiatra poderá chegar ao diagnóstico final de depressão resistente, quando o paciente não responde adequadamente a, pelo menos, dois tratamentos diferentes, administrados em doses adequadas e durante o tempo suficiente.


Em que consiste o tratamento da depressão resistente?
O tratamento da depressão resistente é especialmente desafiante, considerando que as terapêuticas anteriores não surtiram efeito. Contudo, isso não significa que seja impossível.

Atualmente, existem abordagens terapêuticas adicionais e inovadoras, que podem ser consideradas quando a depressão resiste ao tratamento. O psiquiatra poderá prescrever uma ou várias das seguintes opções:

1. Novos medicamentos
Em alguns casos, o psiquiatra poderá prescrever medicamentos diferentes dos já tentados para tratar a depressão, ou menos comuns, comparativamente aos antidepressivos tradicionais. Por exemplo, poderá ser útil recorrer a medicamentos de última geração, como inibidores da monoaminoxidase ou antidepressivos atípicos.

Além disso, a combinação de antipsicóticos atípicos com determinados antidepressivos pode ajudar a melhorar os sintomas depressivos, especialmente nos casos mais graves. Cabe ao médico avaliar os riscos, benefícios, interações medicamentosas e as necessidades específicas de cada paciente.

2. Psicoterapia mais intensiva ou de diferente orientação
A depressão resistente é profundamente debilitante, pelo que poderá ser importante aumentar a frequência das sessões de psicoterapia para permitir um trabalho mais profundo e proporcionar um maior apoio durante os períodos de crise.

Além disso, existem várias orientações psicoterapêuticas, cada uma com princípios e técnicas específicas, e o paciente poderá necessitar de uma abordagem que seja mais compatível com as suas necessidades. Por exemplo, a terapia cognitivo-comportamental foca-se na identificação e modificação de padrões de pensamento e comportamento negativos, ao passo que a terapia psicodinâmica explora dinâmicas inconscientes e relações interpessoais em profundidade. Explorar outra orientação terapêutica pode ser fundamental para encontrar a abordagem mais eficaz para o tratamento da depressão resistente. Em todo o caso, a qualidade da relação entre doente e terapeuta é sempre o fator principal no sucesso do tratamento.

3. Estimulação Magnética Transcraniana
A Estimulação Magnética Transcraniana é um tratamento inovador, indolor e eficaz para a depressão resistente. Trata-se de uma técnica de estimulação cerebral não invasiva, na qual o doente encosta a cabeça a um aparelho que estimula determinadas zonas cerebrais.

Não é necessário recorrer a anestesia e não foram relatados quaisquer efeitos secundários. Raramente poderão surgir sintomas leves e temporários, que revertem em minutos, como, por exemplo, dores de cabeça ou tonturas. Este procedimento é realizado em ambiente de consultório e dispensa internamento.

4. Terapia eletroconvulsiva
Esta intervenção médica envolve a aplicação de uma corrente elétrica controlada no cérebro, sob anestesia geral, em várias sessões. O objetivo é estimular a ação de determinados neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, envolvidos na depressão resistente.

A terapia eletroconvulsiva tem sido alvo de várias controvérsias, especialmente pelas preocupações históricas com a segurança e utilização indevida. Contudo, ao longo dos anos, a compreensão científica deste tratamento tem evoluído significativamente, sendo agora mais seguro, mais eficaz e menos traumático para os doentes. Pode até ser especialmente importante em situações com risco de suicídio.

5. Escetamina
A escetamina é um novo fármaco, que tem sido amplamente investigado e utilizado como uma opção de tratamento inovadora para a depressão resistente. É de aplicação exclusivamente hospitalar, administrada sob supervisão médica, através de pulverização nasal, com início de ação rápido e efeitos secundários toleráveis.

6. Alteração de hábitos de vida
A alteração de hábitos de vida desempenha um papel crucial no tratamento e na gestão da depressão resistente. Estabelecer e manter hábitos de vida saudáveis pode complementar as intervenções psicoterapêuticas e farmacológicas, proporcionando uma base sólida para o bem-estar emocional. Hábitos muitas vezes desvalorizados, como uma alimentação orientada por um profissional de Nutrição, exercício físico regular personalizado e uma boa higiene do sono, podem ter um grande impacto na minoração dos sintomas depressivos.


Joaquim Chaves Saúde, ao seu lado no tratamento da depressão resistente
É fundamental procurar ajuda profissional o mais cedo possívell para evitar o agravamento dos sintomas. Com o tratamento e o acompanhamento multidisciplinar adequado, é possível conseguir uma melhor gestão sintomática e recuperar a qualidade de vida. Na Joaquim Chaves Saúde, vai beneficiar dos protocolos terapêuticos mais avançados para enfrentar com sucesso os desafios da depressão resistente. Marque já sua consulta, através da área pessoal do site ou da nossa App.

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