Doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC): o que é, sintomas e tratamento

A DPOC é uma doença pulmonar crónica que dificulta a respiração e afeta a qualidade de vida. Saiba o que é, quais os sintomas principais e como é diagnosticada.

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doença pulmonar obstrutiva crónica

Respirar devia ser fácil. Mas para quem vive com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), cada inspiração pode tornar-se um desafio. Esta condição afeta milhões de pessoas, pode ser fatal e, muitas vezes, é diagnosticada tarde demais. Neste artigo, explicamos o que é a DPOC, quais os sinais de alerta e as opções de tratamento que podem melhorar a qualidade de vida.

 

O que é a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC)? 

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é uma doença crónica, que pode ser prevenida e tratada, mas que não é totalmente reversível, e que provoca uma dificuldade respiratória progressiva ao longo do tempo.

A DPOC engloba duas condições principais: 

  • Bronquite crónica: caracterizada pela inflamação prolongada dos brônquios, que se manifesta por tosse e produção de expetoração. Para ser classificada como crónica, deve ocorrer na maioria dos dias, durante pelo menos três meses por ano, ao longo de dois anos consecutivos.
  • Enfisema: ocorre quando há uma destruição gradual dos alvéolos, as pequenas estruturas pulmonares responsáveis pelas trocas gasosas. Com isso, o pulmão perde elasticidade e as vias aéreas próximas podem colapsar.

Os doentes podem apresentar tanto enfisema como bronquite crónica ao mesmo te

Quais são os sintomas da DPOC? 

No início, os sintomas podem parecer simples e pouco preocupantes, como uma tosse persistente acompanhada de expetoração, que é muitas vezes desvalorizada. Com o tempo, surgem episódios mais frequentes de bronquite aguda e infeções respiratórias. O cansaço ao realizar pequenos esforços começa a aparecer e vai-se agravando, até que tarefas simples do dia a dia, como tomar banho ou falar, causam falta de ar.

Durante algum tempo, apesar dos sintomas, o pulmão consegue manter a sua função principal: absorver oxigénio do ar para o sangue e eliminar o dióxido de carbono. No entanto, à medida que a doença progride, a capacidade pulmonar diminui, resultando numa menor quantidade de oxigénio no sangue e na acumulação de dióxido de carbono - uma condição conhecida como insuficiência respiratória.

Os principais sintomas da DPOC incluem: 

  • Falta de ar (dispneia), que tende a piorar com o passar do tempo;
  • Tosse crónica, com ou sem produção de expetoração;
  • Fadigaperda de apetite (anorexia) e perda de peso. 

Existem ainda períodos em que os sintomas se agravam significativamente e que aceleram o declínio da função pulmonar. Podem ser desencadeados por infeções respiratórias ou pela exposição a poluentes do ar. 

Além disso, outras comorbilidades podem agravar o quadro clínico da DPOC. É o caso de doenças cardíacas, depressão, osteoporose, refluxo gastroesofágico, anemia, diabetes, cancro do pulmão e distúrbios musculoesqueléticos.

Se é fumador ou ex-fumador ou se tem sintomas respiratórios persistentes (tosse crónica, expetoração e falta de ar) deve realizar uma espirometria.  Este é o exame essencial para confirmar ou excluir a DPOC. A sua realização é uma orientação da Direção-Geral da Saúde e da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP). 

O que causa a doença pulmonar obstrutiva crónica?

A doença pulmonar obstrutiva crónica é causada por vários fatores.  

  • Historial de tabagismo

  • Exposição a poluentes

  • Infeções pulmonares durante a infância

  • Fatores genéticos

Como é feito o diagnóstico? 

A prevalência estimada da DPOC em Portugal ronda os 14%, o que reforça a importância de um diagnóstico precoce. 

O processo diagnóstico começa com a avaliação clínica pelo médico, que irá perguntar sobre os seus sintomas, examinar o peito e auscultar a respiração com um estetoscópio. Será questionado sobre o seu historial de tabagismo, antecedentes familiares de doenças pulmonares e o médico pode calcular o seu índice de massa corporal (IMC) para ajudar na avaliação. De seguida, podem ser realizados vários exames para diagnosticar a DPOC. 

 

Espirometria 

Este é o exame principal de diagnóstico. Trata-se de um teste de função pulmonar onde o doente sopra num aparelho chamado espirómetro. Antes do teste, pode ser administrado um medicamento broncodilatador para ajudar a abrir as vias aéreas. O espirómetro mede a quantidade de ar que consegue expirar num segundo e o total de ar expirado, comparando os resultados com os valores normais para a sua idade. A espirometria pode detetar a doença mesmo antes dos sintomas aparecerem e é essencial para acompanhar a evolução e o tratamento.

Raio X do tórax 

Serve para identificar alterações como enfisema, excluir outras doenças pulmonares ou insuficiência cardíaca.

Tomografia computadorizada (TAC) torácica 

Este exame ajuda a avaliar a extensão do enfisema e a detetar possíveis tumores ou outras complicações.

Em alguns casos, podem ainda ser pedidos exames adicionais, como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de pico de fluxo respiratório, oximetria de pulso e análise do escarro para infeções pulmonares.

 

Como prevenir a doença pulmonar obstrutiva crónica? 

O passo mais eficaz para evitar o desenvolvimento da doença é reduzir ou eliminar a exposição a agentes que danificam os pulmões. Para isso, é fundamental:

  • Deixar de fumar. O tabagismo é a principal causa da DPOC. É crucial deixar de fumar, sejam cigarros tradicionais ou outros produtos de tabaco, para proteger a saúde pulmonar.

  • Evitar o tabagismo passivo. A exposição ao fumo do tabaco, especialmente em bebés e crianças, pode comprometer o desenvolvimento pulmonar e aumentar o risco de doença. 

  • Reduzir a poluição do ar interior. A utilização de fontes de energia mais limpas e ventilação adequada são medidas importantes para diminuir este risco.

  • Prevenir exacerbações da DPOC. Para quem já tem a doença, controlar a exposição a fatores irritantes e seguir o tratamento corretamente ajuda a reduzir crises.

  • Vacinar-se contra a gripe e o pneumococo. A vacinação anual contra a gripe e contra o pneumococo são recomendações importantes para prevenir infeções respiratórias e reduzir o risco de complicações, especialmente em pessoas com DPOC ou com risco elevado de desenvolver a doença.

Como é feito o tratamento da doença pulmonar obstrutiva crónica?

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Atualmente, não existe cura para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, mas o tratamento adequado pode ajudar a controlar os sintomas, retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.

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A cessação tabágica é a intervenção mais eficaz para travar a evolução da DPOC. Deixar de fumar, independentemente do estágio da doença, melhora a função pulmonar, reduz exacerbações e aumenta a taxa de sobrevivência.

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As opções principais de tratamento incluem:

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  • Inaladores

  • Medicação oral

  • Reabilitação pulmonar

  • Oxigenoterapia

  • Ventilação não invasiva

  • Cirurgia

Diagnóstico da DPOC na Joaquim Chaves Saúde 

Devido à complexidade do diagnóstico, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é frequentemente subdiagnosticada ou confundida com outras condições respiratórias. Por isso, é fundamental que se rodeie de profissionais especialistas em Pneumologia e atentos a cada detalhe clínico.  

Na Joaquim Chaves Saúde, o diagnóstico da DPOC é realizado por uma equipa especializada, com acesso a exames diferenciadores, como a espirometria, estudo da difusão pulmonar e pletismografia. Estes exames permitem avaliar, de forma precisa, a função pulmonar, confirmar o diagnóstico e determinar o grau de comprometimento respiratório.

Se apresenta sintomas respiratórios persistentes, marque a sua consulta o quanto antes.

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