Como é feito o diagnóstico de conjuntivite?
O diagnóstico de conjuntivite é feito em Consulta de Oftalmologia, onde são avaliados os sintomas e é efetuada uma observação clínica. O médico irá examinar a vermelhidão, o tipo de secreção ocular, o inchaço das pálpebras e outros sinais visíveis de inflamação. Com base nos sintomas, o médico poderá identificar o tipo de conjuntivite presente.
Poderá ser necessário realizar exames adicionais, como a recolha de uma amostra da secreção ocular para análise laboratorial, que ajuda a identificar a bactéria ou o vírus específico responsável pela infeção nos olhos. Este teste é útil para determinar o tratamento mais eficaz. No caso de conjuntivite alérgica, podem ser realizados testes de alergia para identificar os alergénios específicos que estão a provocar os sintomas.
Em que consiste o tratamento da conjuntivite?
O tratamento da conjuntivite depende da causa subjacente e deve ser sempre prescrito e acompanhado pelo médico. As abordagens terapêuticas podem incluir:
Conjuntivite bacteriana: tratamento
No caso da conjuntivite bacteriana, o tratamento mais comum envolve o uso de antibióticos para eliminar a infeção. Estes antibióticos são geralmente prescritos em forma de colírios ou pomadas oftálmicas, que são aplicados diretamente nos olhos afetados.
A frequência e a duração do tratamento dependem da gravidade da infeção, mas é habitual que os colírios sejam aplicados várias vezes ao dia durante cerca de uma semana. As pomadas antibióticas, por outro lado, podem ser usadas antes de dormir para garantir uma ação prolongada durante a noite.
É crucial seguir rigorosamente as orientações do médico e completar a toma de antibióticos, mesmo que os sintomas melhorem rapidamente, para evitar a resistência bacteriana e garantir que a infeção seja completamente eliminada. É importante lembrar que os antibióticos não são eficazes na conjuntivite vírica. Neste caso, dado que não existem antivírus específicos, o tratamento é focado no alívio dos sintomas enquanto o corpo combate a infeção. Podem ser úteis colírios lubrificantes para aliviar a secura e a irritação ocular e compressas frias para reduzir o inchaço e o desconforto.
Conjuntivite alérgica: tratamento
O objetivo principal do tratamento da conjuntivite alérgica é reduzir a exposição aos alérgenos que desencadeiam a reação. Além disso, o médico pode prescrever colírios antialérgicos ou anti-histamínicos, que ajudam a controlar a resposta alérgica. Estes colírios bloqueiam a histamina, uma substância química no corpo que é libertada durante a reação alérgica e que origina os sintomas como vermelhidão, comichão e lacrimejamento.
Em casos mais graves, podem ser utilizados colírios com corticoides para reduzir a inflamação ocular, mas o uso prolongado destes deve ser evitado devido ao risco de efeitos secundários, como aumento da pressão intraocular. Além dos medicamentos, é aconselhado que os pacientes identifiquem e evitem os alergénios que causam as suas crises alérgicas, seja mantendo a casa livre de pólen, pelos de animais, ou outros alergénios comuns.
Medidas de conforto
Independentemente da causa, existem várias medidas de conforto que podem ser adotadas para aliviar os sintomas da conjuntivite. Aplicar compressas mornas ou frias sobre os olhos fechados pode ajudar a reduzir a vermelhidão, o inchaço e a irritação. As compressas mornas são especialmente úteis em casos de conjuntivite bacteriana, pois ajudam a suavizar e remover as secreções que podem causar desconforto. Já as compressas frias são mais indicadas para a conjuntivite alérgica e vírica, pois ajudam a aliviar a comichão e a sensação de queimadura. O uso de colírios lubrificantes pode ajudar a manter os olhos hidratados e a reduzir a sensação de secura e de corpo estranho.
Como prevenir a conjuntivite?
Embora não seja sempre possível prevenir completamente a conjuntivite, existem algumas práticas que ajudam a reduzir o risco de a contrair ou de a disseminar.
Mantenha uma boa higiene das mãos
Lavar frequentemente as mãos com água e sabão é uma das formas mais eficazes de evitar a propagação de germes e infeções. É especialmente importante lavar as mãos antes de tocar nos olhos, depois de tocar em superfícies públicas ou após o contacto com pessoas doentes.
Evite tocar ou esfregar os olhos
Tocar ou esfregar os olhos com as mãos sujas pode transferir bactérias, vírus ou alergénios para a superfície ocular, aumentando o risco de conjuntivite. Se precisar de tocar nos olhos, certifique-se de que as mãos estão limpas.
Não partilhe objetos pessoais
Evite partilhar toalhas, lenços, maquilhagem ou outros itens que entram em contacto com os olhos, pois esses objetos podem estar contaminados com germes. Também é importante não partilhar lentes de contacto ou estojos de lentes e garantir que são limpos e desinfetados regularmente.
Mantenha os ambientes limpos
Em casa, mantenha os ambientes limpos e livres de pó e alérgenos. Usar purificadores de ar e limpar regularmente as superfícies pode ajudar a reduzir a exposição a irritantes e agentes causadores de alergias.
Cuide das lentes de contacto
Se usa lentes de contacto, siga rigorosamente as instruções de limpeza e desinfeção fornecidas pelo fabricante e pelo seu oftalmologista. Nunca use lentes de contacto durante mais tempo do que o recomendado e evite usá-las se os seus olhos estiverem irritados ou infetados.
Proteja os seus olhos de agentes ambientais
Se for sensível a certos alergénios ou irritantes, tome medidas para minimizar a exposição. Por exemplo, mantenha as janelas fechadas durante épocas de elevado pólen, use óculos de sol para proteger os olhos do vento e do pó e evite ambientes com fumo ou poluição.