Cancro da próstata: sintomas, causas e tratamento

O cancro da próstata é a segunda causa de morte oncológica na população masculina. Descubra os sinais de alerta, o que fazer para prevenir e como tratar. 

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Cancro da Próstata

Em Portugal, surgem cerca 7.500 novos casos de cancro da próstata todos os anos, com uma mortalidade aproximada de 2.000 homens por ano. Este é o cancro com maior incidência na população masculina, sendo que um recém-nascido masculino apresenta, já à nascença, a probabilidade de 15% de vir a desenvolver cancro da próstata. Estes números inquietantes podem ser controlados com prevenção e diagnóstico precoce. 

 

O que é o cancro da próstata?  

O cancro da próstata é um tumor maligno da próstata, um órgão exclusivamente masculino que se situa abaixo da bexiga e que envolve a uretra. Num processo de renovação celular normal, algumas células da próstata morrem e outras multiplicam-se para as substituir. O cancro da próstata altera este mecanismo, ou seja, as células começam a multiplicar-se de forma mais rápida, descontrolada e autónoma, podendo originar um tumor maligno. 
O cancro da próstata evolui de forma silenciosa, não apresentando, na maior parte dos casos, qualquer sintoma durante a sua progressão. Os sinais surgem já quando a doença se encontra num estado avançado, pelo que a prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para salvar vidas. 

 

Que tipos de cancro da próstata existem? 

O cancro da próstata não é uma doença única. Existem diferentes tipos, que variam na sua origem, comportamento e agressividade, sendo alguns muito frequentes e outros bastante raros. 

Adenocarcinoma da próstata 

É o tipo mais comum de cancro da próstata, responsável pela grande maioria dos casos. Desenvolve-se nas células glandulares da próstata e geralmente tem uma evolução lenta, permitindo um diagnóstico e tratamento atempados.

Carcinoma ductal 

Trata-se de uma variante menos frequente do adenocarcinoma. Tende a ser mais agressivo e pode crescer de forma mais rápida, sendo muitas vezes diagnosticado numa fase mais avançada.

Tumores neuroendócrinos 

São raros e habitualmente apresentam um comportamento mais agressivo. Podem não provocar elevação do PSA (Antigénio Específico da Próstata), uma proteína produzida pela próstata, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Sarcomas da próstata 

São extremamente raros e têm origem nos tecidos de suporte da próstata, como músculos ou vasos sanguíneos. Costumam crescer rapidamente e exigem uma abordagem terapêutica diferenciada.

Quais os sintomas do cancro da próstata?

O cancro da próstata pode não provocar sintomas nas fases iniciais. No entanto, à medida que a doença evolui, podem surgir sinais que afetam sobretudo a micção e, em casos mais avançados, o estado geral de saúde. Saiba a que deve estar atento:

  • Dificuldade em urinar

  • Aumento da frequência urinária

  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga

  • Dor ou ardor ao urinar

  • Presença de sangue na urina ou no sémen

  • Dor na região lombar, ancas ou ossos

  • Cansaço e perda de peso inexplicada

Quais as causas do cancro da próstata? 

As causas exatas do cancro da próstata ainda não são totalmente conhecidas. No entanto, existem vários fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a doença, sobretudo relacionados com a idade, a genética e o estilo de vida. 

Idade avançada 

O risco de cancro da próstata aumenta significativamente com a idade. É mais frequente em homens a partir dos 50 anos, sendo o envelhecimento um dos principais fatores associados ao seu desenvolvimento.

História familiar 

Homens com familiares próximos (pai ou irmãos) que tiveram cancro da próstata têm maior probabilidade de desenvolver a doença. Isto sugere a existência de fatores genéticos que podem ser herdados.

Alterações genéticas 

Algumas alterações nos genes, que controlam o crescimento e a divisão das células, podem aumentar o risco de cancro da próstata. Estas alterações podem ser herdadas ou surgir ao longo da vida.

Alterações hormonais 

A próstata é influenciada pelas hormonas masculinas, como a testosterona. As alterações nos níveis hormonais ou na forma como a próstata responde a estas hormonas podem favorecer o desenvolvimento do cancro.

Alimentação e estilo de vida 

Uma alimentação rica em gorduras e pobre em frutas e legumes, associada ao sedentarismo e ao excesso de peso ou obesidade, pode aumentar o risco de cancro da próstata. 

 

Como é feito o diagnóstico do cancro da próstata?  

Perante sintomas suspeitos ou alterações nos exames de rotina, é essencial procurar um médico urologista, de modo a obter rapidamente o diagnóstico e o tratamento adequado. O diagnóstico do cancro da próstata baseia-se na combinação de vários exames e análises clínicas, que permitem avaliar a próstata e confirmar a presença da doença. 

Toque retal 

O toque retal é um exame simples em que o médico avalia a próstata através do reto, para detetar alterações no tamanho, consistência ou presença de nódulos (zonas endurecidas). Se forem encontradas alterações suspeitas, podem ser solicitados exames complementares, como a análise do PSA ou uma ressonância magnética.

Análise do PSA 

O PSA (Antigénio Específico da Próstata) é uma proteína produzida naturalmente pela próstata e avaliada através de uma análise ao sangue. Valores elevados de PSA não significam necessariamente cancro, podendo também ocorrer noutras situações benignas, como aumento benigno da próstata, inflamações ou após determinados procedimentos médicos.
A avaliação do PSA total e do PSA livre ajuda o médico a distinguir melhor entre alterações benignas e suspeitas de malignidade.

Ressonância magnética da próstata 

A ressonância magnética é atualmente o exame de referência na avaliação da próstata. Permite identificar com maior precisão áreas suspeitas, inflamações ou alterações benignas, sendo especialmente útil quando existem alterações no PSA ou no toque retal. Este exame ajuda também a orientar decisões futuras, como a necessidade de biópsia.

Biópsia prostática 

Quando existe suspeita de cancro da próstata com base nos exames anteriores, a confirmação faz-se através de uma biópsia. Neste procedimento, são recolhidas pequenas amostras de tecido da próstata para análise em laboratório. A biópsia prostática por fusão, que combina as imagens da ressonância magnética com a ecografia, permite uma maior precisão na identificação das áreas suspeitas.

Em que consiste o tratamento do cancro da próstata?

O tratamento do cancro da próstata deve começar logo após a confirmação do diagnóstico, e depende do estádio de evolução do tumor. Cabe ao médico urologista determinar a terapêutica mais indicada para cada caso, podendo esta envolver outras especialidades médicas. É importante que, nesta altura, converse com o seu médico para conhecer as opções de tratamento e os efeitos secundários principais, para esclarecer todas as dúvidas.

Quando o cancro da próstata é detetado precocemente, o tratamento tem como objetivo a cura da doença. Já nos casos mais avançados, o objetivo do tratamento é travar a progressão do cancro e proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente. 

Saiba em que consistem as abordagens terapêuticas:

Vigilância ativa

Em situações de cancro da próstata de crescimento lento e baixo risco, pode optar-se por vigilância ativa. Esta abordagem consiste num acompanhamento regular, com análises, exames e, por vezes, biópsias, sem iniciar tratamento imediato, evitando efeitos secundários desnecessários.

Cirurgia

A cirurgia, chamada prostatectomia radical, consiste na remoção completa da próstata e, em alguns casos, dos gânglios linfáticos próximos. É uma opção frequente em doentes com cancro localizado e com bom estado geral de saúde.

Radioterapia

A radioterapia utiliza radiações para destruir as células cancerígenas. Pode ser aplicada externamente ou, em alguns casos, diretamente na próstata, através da colocação de pequenas fontes de radiação. É uma alternativa eficaz à cirurgia em determinadas situações.

Terapia hormonal

A terapia hormonal tem como objetivo reduzir os níveis de hormonas masculinas, como a testosterona, que estimulam o crescimento do cancro da próstata. Pode ser utilizada isoladamente ou em combinação com outros tratamentos, sobretudo em fases mais avançadas da doença.

Quimioterapia

A quimioterapia recorre a medicamentos que destroem as células cancerígenas ou impedem o seu crescimento. É geralmente utilizada quando o cancro da próstata se encontra numa fase avançada ou resistente à terapia hormonal.

Tratamentos direcionados e imunoterapia

Em alguns casos, podem ser utilizados tratamentos mais recentes que atuam de forma específica sobre as células tumorais ou que estimulam o sistema imunitário a combatê-las. Estas opções dependem de características específicas do tumor.

Que cuidados ter para prevenir o cancro da próstata?

Embora não seja possível prevenir totalmente o cancro da próstata, a adoção de alguns cuidados pode ajudar a reduzir o risco e a promover a deteção precoce da doença.

  • Realize consultas e exames de rastreio

  • Mantenha uma alimentação equilibrada

  • Pratique atividade física regularmente

  • Evite o excesso de peso

  • Esteja atento a antecedentes familiares

Cancro da próstata: perguntas frequentes

De seguida, damos resposta a algumas das dúvidas mais comuns sobre cancro da próstata.

O cancro da próstata tem cura? 

Sim, o cancro da próstata pode ter cura, especialmente quando é diagnosticado numa fase inicial e tratado de forma adequada. Muitos casos evoluem de forma lenta e têm prognóstico favorável, pelo que o acompanhamento médico é essencial para detetar precocemente qualquer alteração. 

Quais são os primeiros sintomas do cancro da próstata? 

Nas fases iniciais, o cancro da próstata pode não causar sintomas. Quando surgem, os mais comuns incluem dificuldade em urinar, aumento da frequência urinária e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

O PSA elevado significa sempre cancro da próstata? 

Não. O PSA pode estar aumentado por várias razões benignas, como inflamações ou aumento benigno da próstata. Os valores elevados indicam a necessidade de investigação, mas não confirmam, por si só, a presença de cancro da próstata.

A partir de que idade devo fazer rastreio do cancro da próstata? 

De forma geral, o rastreio do cancro da próstata é recomendado a partir dos 50 anos. Em homens com historial familiar ou maior risco, pode ser aconselhado iniciar mais cedo, mediante orientação médica.

O cancro da próstata afeta a vida sexual? 

Alguns tratamentos do cancro da próstata podem afetar a função sexual, como a ereção ou a ejaculação. No entanto, existem opções terapêuticas e estratégias de reabilitação que ajudam a minimizar este impacto.

 

Joaquim Chaves Saúde, ao seu lado contra o cancro da próstata 

Atualmente, a grande maioria dos cancros diagnosticados numa fase precoce são suscetíveis de tratamento. É, por isso, que o rastreio é fundamental em todo o processo, dado que permite diagnosticar e tratar o cancro da próstata numa fase inicial, com grande probabilidade de cura. 

Todos os homens, a partir dos 50 anos, devem realizar uma consulta de rotina anual e, no caso de ter historial familiar da doença, o rastreio deve começar a ser feito a partir dos 40 anos. No caso de pessoas com etnia africana, o rastreio deve ser iniciado aos 45 anos.

Na Joaquim Chaves Saúde, encontra uma equipa de especialistas experientes para o acompanhar nesta fase decisiva da vida, proporcionando acesso aos cuidados e tratamentos médicos mais avançados a nível mundial. Marque já a sua consulta

Equipa clínica

Temos uma equipa de médicos e profissionais de saúde, especialista em diversas áreas, disponível para lhe dar o acompanhamento de que necessita.

Gil Falcão
Médico-coordenador
Gil Falcão
Especialidade/Serviço
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Principais áreas de diferenciação
Oncologia (cancro da próstata, rim, bexiga, testículo e pénis), Litíase (cálculos renais e uretrais), Andrologia (disfunção erétil, infertilidade, ejaculação prematura), Funcional (queixas de próstata, incontinência, infeções)
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António Manuel Garcias Soares
Médico
António Manuel Garcias Soares
Especialidade/Serviço
Urologia
Principais áreas de diferenciação
Litíase urinária, Urologia pediátrica, Oncologia urológica, Patologia prostática, Incontinência urinária, Uroginecologia
Unidades de Saúde
Clínica Cirúrgica de Carcavelos, Clínica de Miraflores, Clínica de Cascais
Hugo Costa Pardal
Médico
Hugo Costa Pardal
Especialidade/Serviço
Urologia
Principais áreas de diferenciação
Oncologia Urológica (tumores da próstata, rins, bexiga, testículos e pénis) , Patologia prostática (HBP, prostatite) , Incontinência urinária , Litíase (cálculos do rim, ureter e bexiga)
Unidades de Saúde
Clínica de Miraflores

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