Ácido úrico: tudo o que precisa de saber

Saiba o que é o ácido úrico, quando deve fazer análises, quais os sinais de alerta e os riscos de ter níveis elevados. 

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Ácido úrico

Durante séculos, foi conhecida como a ‘doença dos reis’ — um mal reservado aos banquetes opulentos, aos excessos de carne e vinho. Mas, ao contrário da realeza do passado, hoje a gota não escolhe títulos nobiliárquicos: qualquer um de nós pode ser surpreendido por esta dor intensa nas articulações. E o grande culpado? O ácido úrico, uma pequena molécula com um grande impacto no nosso corpo. Mas, afinal, o que é o ácido úrico? Saiba quais os sinais a que deve estar atento, quais os valores de referência e quando deve fazer análises. 

 

O que é o ácido úrico? 

O ácido úrico é o produto final do metabolismo das purinas (componentes naturais das células e de alguns alimentos). Em condições habituais, circula dissolvido no sangue e é eliminado pelos rins na urina. Quando a sua produção aumenta, a sua eliminação diminui, ou os dois fenómenos surgem em simultâneo, o nível sanguíneo sobe — hiperuricemia — podendo favorecer gota (deposição de cristais nas articulações) e cálculos de ácido úrico.

 

Quando devo fazer a análise?

A medição do ácido úrico pode ser útil quando existem:

  • Sintomas articulares sugestivos de gota (dor súbita e intensa, rubor e calor, sobretudo no 1.º dedo do pé, tornozelo, joelho ou mãos);
  • Cálculos urinários prévios ou sintomas de cólica renal;
  • História familiar de gota/hiperuricemia;
  • Monitorização de doenças renais, hipertensão, síndrome metabólica ou terapêuticas que alterem o urato.

 

Colheita

Idealmente, evite álcool e refeições muito ricas em purinas nas 24 horas anteriores e mantenha boa hidratação. Recomenda-se colheita em jejum.

 

Valores de referência

(exemplos usuais; podem variar com o método/laboratório): 

  • Soro, mulheres: 2,4–6,0 mg/dL (143–357 µmol/L)
  • Soro, homens: 3,4–7,0 mg/dL (202–416 µmol/L)
  • Urina 24 h: 0,24–0,75 g/dia (1,4–4,5 mmol/dia) 

Consulte sempre os intervalos do seu relatório e o parecer do seu médico.

 

Causas frequentes de ácido úrico elevado

  • Dieta rica em purinas: miudezas, algumas carnes vermelhas, sardinha, anchova, cavala; álcool (sobretudo cerveja).
  • Função renal diminuída: menor excreção de urato.
  • Fatores genéticos e medicamentos (p. ex., diuréticos tiazídicos).
  • Condições metabólicas: obesidade abdominal, hipertensão, resistência à insulina.

 

Quais os riscos?

  • Gota: cristais de urato desencadeiam inflamação articular (crises) e, sem controlo, podem formar tofos (nódulos) e lesão articular crónica.
  • Litíase urinária por ácido úrico: cristais/cálculos que causam dor e infeção associada.
  • Associação cardiometabólica: urato elevado associa-se a hipertensão e resistência à insulina; a relação causal ainda é objeto de investigação.

Ácido úrico alto: o que fazer?

Para evitar a evolução para complicações como a gota e os cálculos renais, é importante tomar medidas. Contudo, o tratamento depende da causa subjacente e deve ser prescrito por um médico após um diagnóstico preciso. Ainda assim, aqui estão algumas recomendações gerais que pode adotar:

  • 1. Alterações na dieta

  • 2. Aumentar a ingestão de líquidos

  • 3. Controlar o peso

  • 4. Terapêutica

Joaquim Chaves Saúde, sempre a cuidar de si  

Manter os níveis de ácido úrico controlados é fundamental para prevenir problemas como gota, pedras nos rins e outras condições metabólicas ou cardiovasculares. Muitas vezes, a hiperuricemia não apresenta sintomas na fase inicial, mas pode evoluir silenciosamente e comprometer o seu bem-estar a longo prazo.

Se tem sintomas articulares, histórico familiar ou fatores de risco associados, talvez esteja na hora de realizar análises clínicas. Na Joaquim Chaves Saúde, pode contar com uma equipa médica experiente e tecnologia de ponta para realizar análises clínicas  e exames complementares de diagnóstico que ajudam a identificar e a monitorizar alterações nos níveis de ácido úrico. Faça um controlo adequado e preserve a sua saúde com confiança. 

Equipa clínica

Temos uma equipa de médicos e profissionais de saúde, especialista em diversas áreas, disponível para lhe dar o acompanhamento de que necessita.

Patrícia Maia
Médico-coordenador
Patrícia Maia
Especialidade/Serviço
Medicina Geral e Familiar
Principais áreas de diferenciação
Visão Global e Integrante, no Contexto Bio-Psico-Socio-Cultural, Promoção de Saúde e de Estilos de Vida Saudável, Saúde da Mulher, da Criança, do Adulto e do Idoso, Consulta Programada e de Urgência do Dia, Avaliação de Risco Cardiovascular, Aplicação de Rastreios de Acordo com Idade, História Familiar e Pessoa, Atestados de Carta de Condução
Unidades de Saúde
Clínica de Sintra, Clínica de Miraflores, Clínica de Cascais
João Carlos Ramos
Médico
João Carlos Ramos
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Principais áreas de diferenciação
Medicina Preventiva, Saúde Aguda, Infantil, Geriatria, Medicina do Viajante, Medicina Integrada na Humanização dos Cuidados Primários de Saúde
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Clínica Cirúrgica de Carcavelos
Mónica Santos Pereira
Médico
Mónica Santos Pereira
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Medicina Geral e Familiar
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Saúde Infantil e Juvenil da Mulher, do Adulto e do Idoso, Doença Aguda/Crónica , Rastreio Oncológico , Pequena Cirurgia
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