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Entrevista ao campeão nacional de surf, Miguel Blanco!

23/06/2019

23/06/2019

Entrevista ao campeão nacional de surf, Miguel Blanco!

Miguel, a tua ascensão no panorama do surf nacional e internacional tem sido notória ao longo dos últimos anos. Fala-nos um pouco sobre o percurso que traçaste até aqui. 


Estou muito feliz pelo rumo que a minha carreira está a tomar. Adoro surfar e poder viajar para tantos sítios novos, não só para competir mas também para descobrir ondas boas e pesadas. Comecei no surf aos 7 e a competir aos 10 anos de idade. Aos 18 anos perdi o meu patrocínio principal, já numa época que a Joaquim Chaves Saúde me apoiava e acreditava no meu potencial. Agradeço muito! Passado 2 anos voltei a ter patrocínio e comecei a correr o mundo em viagens de competição e free surf. Em 2018, com 22 anos, sagrei-me campeão Nacional e fiz a capa da maior revista de Surf do mundo “Surfer Mag” num dia histórico em Nias, na Indonésia. Este foi sem dúvida, o melhor ano da minha carreira e espero que 2019 me traga coisas tão boas como 2018. 




Qual é a sensação de ser campeão nacional? 


Essencialmente é a sensação de que todo o trabalho, dedicação e energia que ponho no surf diariamente está a dar frutos. 




Quais os teus principais desafios para o futuro? 


Melhores resultados nas competições internacionais, surfar ondas maiores, evoluir o meu surf High performance mas também contribuir positivamente para a sociedade de hoje. Com a social media e influência que os surfistas têm nas camadas mais jovens, tento passar uma mensagem em torno da sustentabilidade do planeta. Para isso, por vezes, bastam pequenos esforços que estão ao alcance de todos nós. A nossa extrema ligação ao mar, faz-nos sentir as mudanças climáticas devido ao aquecimento global. A poluição dos oceanos (sobretudo plástico) também é notória e muito grave, principalmente em países em vias de desenvolvimento.




Como te defines enquanto surfista? Quais os pormenores mais importantes para manteres um nível alto de competição?


Sou um surfista sólido, completo e consistente. Claro que há muito que posso melhorar no meu surf e é por isso que treino técnica e procuro sempre surfar com as melhores pranchas possíveis. Sou um surfista versátil que tanto gosta de competir como também surfar ondas grandes e perfeitas pelo mundo. Sei que tenho potencial para dar cartas no QS e talvez um dia qualificar-me para o WT mas também tenho muitas ideias e viagens que quero fazer na parte do free surf.




A relação de proximidade e confiança que tem sido desenvolvida entre ti e a Joaquim Chaves Saúde, nomeadamenteao longo dos últimos 3 anos, tem obviamente um peso importante na tua carreira. Consegues explicar-nos um pouco melhor o que isso significa concretamente para ti enquanto atleta profissional?


Claro que sim! Não só recuperei inúmeras lesões na Joaquim Chaves Saúde, como também fiz algumas análises e testes para conhecer melhor o meu corpo e ter mais informações sobre onde posso aumentar a minha performance dentro e fora de água. Ter uma proximidade tão grande com a Joaquim Chaves Saúde é uma oportunidade única que poucos atletas têm. Sem dúvida tem influência nos momentos mais decisivos num desporto de alta competição.




Hoje em dia, talvez até mais do que o próprio tratamento de lesões, fala-se muito no processo de prevenção das mesmas. O que achas sobre isto e como desenvolves esse processo na Joaquim Chaves Saúde?


O que o atleta quer é prevenir e não chegar ao ponto de se lesionar, mas para isso, tem de saber ouvir o seu corpo. Mal haja um alerta, recorro aos serviços da Joaquim Chaves Saúde para ser avaliado. Para além da preparação física, faço algumas massagens desportivas na fisioterapia que também é composta por osteopatas. Assim estou em cima de qualquer acontecimento relacionado com o meu corpo.




Tens algum episódio marcante durante as tuas visitas à Unidade de Medicina Desportiva que queiras partilhar connosco?


Sempre que vou à Joaquim Chaves Saúde há uma nova história. Devido à proximidade do serviço, fiz algumas amizades não só com fisioterapeutas mas também com médicos e rececionistas. Mais um motivo extra para visitar a Clínica de Miraflores frequentemente.




Como sabes, a Joaquim Chaves Saúde representa mais atletas profissionais de surf. Enquanto atleta mais velho do grupo, quais os principais conselhos que deixas numa perspetiva geral do ecossistema do surf em Portugal?


O melhor conselho que posso dar é que surfem muito e se foquem na evolução como surfistas e pessoas. Não tenham medo de ir atrás dos sonhos e viagem o máximo possível para absorver o melhor de todo o tipo de ondas que existem no mundo. Acima de tudo, que se divirtam porque não há nada melhor do que poder partilhar uma sessão de surf com altas ondas rodeado de amigos. 




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